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Boga-portuguesa

Seguro

Chondrostoma duriense

Também conhecido como: Boga-do-Douro

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Descrição

A Boga-portuguesa (Chondrostoma duriense) é um ciprinídeo de água doce endémico da Península Ibérica, especificamente da bacia do rio Douro. Caracteriza-se por um corpo fusiforme e uma boca subterminal com um lábio inferior queratinizado, adaptado para raspar algas e perifíton de substratos rochosos. É uma espécie de tamanho médio, com um papel ecológico importante nos ecossistemas fluviais onde habita.

Características físicas

Formato do corpo
elongated
Coloração
Dorso cinzento-esverdeado a acastanhado, flancos prateados e ventre esbranquiçado. As barbatanas são geralmente translúcidas, por vezes com uma tonalidade amarelada ou avermelhada na base, especialmente durante a época de reprodução nos machos. Pode apresentar uma mancha escura na base da barbatana caudal.
Tipo de escama
cycloid
Posição da boca
subterminal
Características distintivas
Boca subterminal com lábio inferior queratinizado e cortante, adaptado para raspar algas., Corpo fusiforme e ligeiramente comprimido lateralmente., Escamas de tamanho médio., Ausência de barbilhos.
Nadadeira dorsal
Curta, com 3-4 raios simples e 7-9 raios ramificados.
Nadadeira caudal
Forcada, com lobos arredondados.
Nadadeira peitoral
Pequenas e arredondadas, inseridas ventralmente.
Nadadeiras características
As barbatanas pélvicas e anais são pequenas e arredondadas.

Dicas de identificação

Boca

Observar a boca subterminal com o lábio inferior reto e queratinizado, que é uma característica distintiva do género Chondrostoma.

Corpo

Corpo fusiforme e alongado, com coloração prateada nos flancos e dorso mais escuro.

Ausência de barbilhos

Distinguir de outros ciprinídeos que possam ter barbilhos na boca.

Contagem de escamas

A contagem de escamas na linha lateral (geralmente 50-60) pode ajudar a diferenciar de outras espécies de Chondrostoma.

Habitat

Tipo de água
freshwater
Profundidade
Geralmente em zonas pouco profundas a moderadamente profundas (0.5-3 metros), mas pode ser encontrada em poços mais fundos.
Ambiente
Rios e ribeiras de médio a grande porte, com águas límpidas, bem oxigenadas e corrente moderada a forte. Prefere fundos rochosos, de cascalho ou areia, onde pode raspar o perifíton. Evita zonas com excesso de sedimentação ou poluição.
Distribuição geográfica
Endémica da bacia hidrográfica do rio Douro, em Portugal e Espanha. A sua distribuição está restrita aos afluentes e troços médios e superiores do rio Douro, sendo mais abundante nas zonas montanhosas e menos alteradas.

Informações sobre aquário

  • Nível de cuidado: expert
  • Temperamento: peaceful
  • Alimentação: herbivore
  • Tamanho mínimo do aquário: Não é uma espécie comum em aquariofilia devido às suas necessidades específicas e estatuto de conservação. Requer aquários muito grandes (mais de 500 litros) com forte corrente e substrato rochoso.
  • Temperatura: 10-22°C
  • Nível de pH: 7.0-8.0
  • Dureza da água: 5-15 dGH
  • Compatibilidade: Compatível com outras espécies de ciprinídeos de rios ibéricos que partilhem requisitos de habitat e temperatura, desde que não sejam predadores.
  • Requisitos especiais: Requer água bem oxigenada e corrente forte, simulação de ambiente fluvial com seixos e rochas. É uma espécie de cardume, necessitando de grupos de pelo menos 6-8 indivíduos. Não é recomendada para aquaristas amadores.

Informações no ambiente natural

  • Estado de conservação: vulnerable
  • Sazonalidade: A reprodução ocorre na primavera (março a maio), quando a temperatura da água aumenta. Fora do período reprodutivo, a atividade é mais constante, embora possa haver menor atividade em águas muito frias.
  • Preço de mercado: Não comercializada para consumo humano ou aquariofilia em larga escala.
  • Importância comercial: none
  • Sabor: Não há registos de consumo significativo. Carne com muitas espinhas, típica de ciprinídeos de rio.
  • Textura: Não há registos de consumo significativo.
  • Valor nutricional: Não há dados específicos devido à falta de consumo.

Fatos principais

Endemismointeresting

A Boga-portuguesa é uma espécie endémica da bacia do rio Douro, o que a torna particularmente vulnerável a alterações no seu habitat.

Dieta Especializadabehavior

A sua boca com lábio inferior queratinizado é uma adaptação notável para raspar algas e perifíton de rochas, desempenhando um papel crucial na limpeza dos substratos fluviais.

Indicador de Qualidade da Águainteresting

A presença de populações saudáveis de Boga-portuguesa é frequentemente um indicador de boa qualidade da água e de ecossistemas fluviais bem conservados.

Estatuto de Conservaçãointeresting

Classificada como 'Vulnerável' pela IUCN, a Boga-portuguesa enfrenta ameaças como a degradação do habitat, poluição e construção de barragens que fragmentam as populações.

Informações de segurança

Seguro
  • Nível de segurança: safe
  • Venenoso: Não
  • Comestibilidade: not recommended
  • Observações de manuseio: Não apresenta perigo para os humanos. Deve ser manuseada com cuidado para evitar danos ao peixe, especialmente se for devolvida à água. Evitar o contacto prolongado fora da água.

Espécies similares

Boga-do-Guadiana

Chondrostoma willkommii

A Boga-portuguesa (C. duriense) distingue-se da Boga-do-Guadiana (C. willkommii) pela sua distribuição geográfica (bacia do Douro vs. bacia do Guadiana) e por diferenças morfológicas subtis, como o número de escamas na linha lateral e a forma da boca, embora a identificação precisa possa requerer análise merística e molecular.

Boga-do-Norte

Chondrostoma polylepis

A Boga-do-Norte (C. polylepis) ocorre em outras bacias hidrográficas ibéricas (e.g., Tejo, Ebro). C. duriense tem um corpo geralmente mais esguio e diferenças na morfologia da boca e na contagem de escamas. A distinção é principalmente geográfica e por características merísticas e moleculares.

Boga-comum

Pseudochondrostoma duriense

A Boga-comum (Pseudochondrostoma duriense) é uma espécie diferente, embora o nome científico possa causar confusão. A Boga-portuguesa (Chondrostoma duriense) é do género Chondrostoma, enquanto a Boga-comum é do género Pseudochondrostoma. As principais diferenças residem na morfologia da boca e na genética, sendo P. duriense geralmente maior e com uma boca mais robusta.

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Actinopterygii
Ordem
Cypriniformes
Família
Cyprinidae
Gênero
Chondrostoma
Espécie
Chondrostoma duriense

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